domingo, 2 de junho de 2013

As armas dos sábios

A evolução é algo realmente fantástico.
Indo de encontro à legenda,
De paus e pedras, o mais básico,
Passámos à nuclear demanda.

De longas guerras
Passámos à possibilidade de acabar tudo em segundos.
Das infindáveis e incontáveis esperas
Aos colossalmente belicosos sussurros.

A guerra ao armamento é lendária,
Uma vez que, supostamente,
Tal cria uma indumentária
Capaz de proteger essa ignorante gente.

Sim, ignorante.
Para cada arma existe uma defesa,
E o vice-versa não se mostra hesitante.
A mudança dos tempos levou à adaptação da presa.

É óbvio o que está por detrás de tudo:
Sabedoria pura e dura.
Bruto estaria o mundo
Se pela sabedoria não se andasse à procura.

Com a História há algo que podemos concluir:
Não se deve temer aquele que mostra um maior armamento,
Mas sim aquele que não se deixa inibir,
E que tem sempre uma mente aberta para acabar o seu tormento.












Ass: Daniel Teixeira de Carvalho

domingo, 19 de maio de 2013

Vida e morte, amor e dor


Alguns momentos da nossa existência
Levam-nos a questionar
Se sofrer é realmente alguma tendência,
Ou apenas algo com que acabamos por nos deparar.

Muitos usam-na nas suas artes,
Outros dão vida a personagens para terapia
Mas no fim tudo não passa de partes
Para evitar que a dor seja reprimida.

Não adianta negar,
Pois isto é a mais pura verdade.
E quem insiste em o contrário expressar,
Está apenas a esconder a sua dolorosa realidade.

Todos vivemos e todos morremos.
Alguns amam e todos sentem dor.
Será que no mundo em que vivemos,
Aquele que não sente é o verdadeiro vencedor?







Ass: Daniel Teixeira de Carvalho

terça-feira, 30 de abril de 2013

Irmãos de armas


A capacidade de criar
É algo que existe em todos,
Não apenas numa entidade divina
Que dá à luz vida e mundos.

É aí que o ser humano surpreende,
Se bem que às vezes não o sabe fazer,
A sua estupidez costuma fazer-se valer,
Mas aquilo que é bom consegue satisfazer.

Não interessa se são ciências ou artes,
Números, ou letras,
Elementos para ligar partes,
Tudo serve para apagar as ignorantes trevas.

Falemos em personagens.
Surgiu primeiro um sofredor, um mártir,
Um que tem no seu corpo a dor marcada
E no seu espírito a sua amada.

Falemos em cavalos e malhas de aço
E temos um cavaleiro diferente do normal,
Um a quem Deus estende o seu braço
E o torna um pesadelo para qualquer mal.

Anjos e Demónios são ancestrais,
E apesar de eternos rivais,
Nada os impede de inovarem,
Mostrando algo bastante longe do esperado.

Quando a mente humana se quebra,
Só se pode esperar o pior.
Nem sangue, suor e lágrimas chegam.
Nem a própria Morte se atreve a mostrar o seu melhor.

O dinheiro pode matar,
E um estabelece uma relação entre ambos,
Um sem rosto,
Mas perigoso o suficiente para deixar o mundo em escombros.

Juntos caminhamos,
Em frente, em direcção ao mundo.
Prontos para tudo e todos.
Resta saber se o mundo está pronto.


Ass: Daniel Teixeira de Carvalho

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


Ninguém é feliz eternamente. Nada de bom dura para sempre. Haverá sempre algo negro ao virar da esquina, a esperar pela melhor altura para arruinar as nossas vidas.
Todos se deixam levar pelo momento e nenhum pensa nas consequências, e se alguém o faz, decerto que não é com boas intenções.
Mais uma vez observo tudo e todos, e mais uma vez estão todos demasiado ocupados para reparar em mim, o que facilita o meu trabalho. Vejo amores a serem depositados nas mãos de quem não os merece. Pelo que é mais sagrado! Até eu vejo que nada de bom sairá dali! Mas que se há de fazer? O ser humano continua ainda muito dependente dos seus erros para poder aprender. Quando o pior acontece será realmente necesário o consolo? Afinal de contas, tal era o esperado desde o início. Mas quem sou eu para dizer o que quer que seja? Ainda assim, creio ter razão.
A dor é dos maiores aliados que podemos ter, e quanto mais depressa nos habituarmos a ela, melhor.
Irei continuar a observar. Ver quantos mais corações partidos surgem. Talvez os deva ajudar, ensiná-los a aprender com a dor. Talvez o faça, mas a minha atenção recairá sempre na origem de todo o sofrimento, e quando o causador tiver provado o seu próprio veneno e mais um bocado, aí já posso considerar outras opções.
Death Master

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Quando dois mundos colidem


No início uma pedra imaculada
E no fim uma bela estátua.
Esta verdade pode ser derrubada,
Mas a base lógica não pode ser mudada.

É suposto, desde o nosso nascer,
Aprender e mudar com o viver,
Moldando a nossa personalidade
Em algo igual ou nada a ver com a realidade.

Personalidade e aspecto estão interligados,
Uma vez que os meios que os afectam,
De uma forma ou de outra cooperam
Alcançando o público, para já, nada indignado.

Tanto pode ser ocasional
Como também pode ser intencional,
Como é o caso deste que escreve
Que se fragmentou para a depressão não deixar nenhum mal.

Arrependimento?
Nenhum, ou pelo menos não de momento,
Uma vez que aliados não há muitos,
E com isto existe sempre um por perto.

Antes de poder confiar nos outros
Temos primeiro que confiar em nós,
No que é criado por nós,
E só depois podemos, talvez, confiar nos outros expostos

A colisão de dois mudos
Tanto pode ser algo bom como de puro mal,
Mas, pelo bem de todos,
Esforçemo-nos para que nada de mal tenha o final.






Ass: Daniel Teixeira de Carvalho

domingo, 27 de janeiro de 2013

Um último desabafo?


Quando a tristeza chega
Questionamos o porquê da sua vinda.
Procuramos enxergar
O porquê desta nova vida
Que corroi a nossa
De forma nada misericordiosa.

Tudo se deve ao querer algo,
Ao querer algo que já se teve
E que agora não pode ser recuperado
Por causa da distância entre
O presente e o passado.

Viveu-se, passou a ser memória,
E a memória tornou-se saudade,
Saudade essa que se manifesta
Quando surge a inocente oportunidade
De reviver aquela vida perdida.

As imagens surgem
E podem ser sentidas de mil e uma formas,
Enganando-nos porque reais não são,
Apenas as idas horas
De felizes tempos que já lá vão.

Não adianta expressar esta dor,
Seja através de músicas ou de meras palavras,
Uma vez que ela existirá sempre
Acompanhando estas passadas
Ignorando o esforço
Dela me livrar,
Algo que parece dar-lhe motivos para celebrar.

Enquanto o sangue se junta ao chão duro
Aguardo a minha hora
Aqui,
Sozinho no escuro.



Ass: Daniel Teixeira de Carvalho

domingo, 16 de dezembro de 2012

Misericórdia


Sentado à frente de uma qualquer secretária,
Rodeado por palavras de significado ausente,
Procedo a mais uma reflexão,
A mais um desperdício de tempo para a mente.

Navegando nas memórias bem cravadas,
Surge a saudade de tempos de futuro incerto.
As imagens iluminam a escuridão que banha a secretária,
Mas sei que a visita é temporária.

Insistindo, elas aparecem de dia e de noite,
Assumindo a forma dos já idos,
Ou simplesmente dos que estão longe,
E aparecem porque simplesmente se pode.

Sanidade é algo vago,
E neste caso inexistente,
Pois a dor de gosto amargo
Mostra-se sempre exigente.

De que adianta aprender a gostar
Se tal apenas leva ao piorar?
De que adianta avançar
Se persiste o recuar?

Poderia continuar a divagar,
Afogando-me num oceano de palavras,
Mas o ritmo da vida
Simplesmente não tolera dramas.

Por muito esperei
E seria de esperar algo melhor,
Mas a solidão é lei
E a loucura a sua dor.

Concluindo este pensamento abstracto,
Resta-me agradecer
À solidão e à loucura
Por lá terem sempre estado.

Ass: Daniel Teixeira de Carvalho